sábado, 10 de novembro de 2012


Racismo Anti-Indio em Minas Geais

No ano 2001 a FUNAI autorizou-me visitar comunidades indígenas no TO, para realizar um livro fotográfico, titulado “O Índio É Uma Pessoa como Você e Eu”, que destacaria as coisas comuns entre tradições indígenas e o “Mundo Branco”. Infelizmente nunca foi editado.
Durante minhas visitas uma família Krahô convidou-me a conhecer sua aldeia. Tinham a intenção de casar-me com sua filha adulta. Como meu próprio casamento estava nas últimas e a moça era inteligente e alfabetizada, senti paixão por ela e topei. Larguei minha mulher por ela. Porem com ela não deu certo. Tudo gerou um escândalo.

Depois: no ano 2003 outra índia Krahô, mãe de 4 filhos, agarrou-me com tanta força de coração, que casei com ela no início de 2004. Ela chama-se Fabiana Cropykwyj.
Mudou-se com os seus filhos do TO para MG, para morar comigo. 3 dos seus filhos foram escolarizados aqui, a 4ª., quando alcançou a idade também.
Na cidade os cinco viviam em harmonia com o povo. O filho mais velho, Idiarrury Cãn, virou craque de futebol num time local. Em casa vivíamos as tradições krahô: dormíamos e comíamos no chão, andávamos com pouca ou nenhuma roupa. Uma vez por ano por um mês visitávamos a aldeia de origem no TO.
Eu ganhava bem e era capaz de sustentar eles, mais um bebê, que nasceu (filha minha) e pagar uma pensão alimentícia generosa à minha ex-mulher e os dois filhos que tenho com ela.

Porem meu novo casamento gerava muita polêmica:
* nas aldeias índias ciumentas, que arrependeram-se por não terem-me procurado antes da Fabiana, para casar comigo;
* na FUNAI por racismo, que um Homem Branco como eu, de ensino superior não pode comportar-se como um silvícola e por inveja, porque fiz pequenas doações, quando a FUNAI falhava, por ser lenta e burocrática demais;
* em MG neste município (Santo Antônio do Monte): o que querem estes selvagens na nossa cidade, com esse alemão, que virou um “Tarzan”: sempre em público descalço e sem camisa?

A FUNAI fazia tudo, para efetuar minha deportação do Brasil, porem sem sucesso.
Em MG tentavam, mas com certo sucesso, arruinar meu empregador, um fabricante de fogos de artifício, cujo engenheiro eu era. A empresa foi de mal em pior e em 2007 tinha que demitir-me.
Desde então, por motivos óbvios, ninguém mais ofereceu-me emprego com salário digno.
Fabiana e os filhos tinham que voltar para o TO e eu trabalhava aqui, tentando a reconquistar uma economia, para reunir-nos novamente. No início Fabiana, acompanhada por um o dois filhos mais o bebê, visitava-me por meses. Finalmente, deixou 2 dos seus filhos: Floriana Hukó, de 10 anos e Indiarrury Cãn, de 17 anos, para freqüentarem aqui em S.A.Monte – MG escola, cuja qualidade de ensino é superior à na aldeia no TO.

Foi o momento, pelo qual nossos adversários esperavam; a mamãe longe!
Vizinhos, a Promotora da Justiça e o Conselho Tutelar faziam tudo para fazer-nos impossível conviver:
* Tentavam tirar-nos da nossa casa de aluguel.
* Deu repetitivamente invasão arbitrária de domicílio por parte das autoridades.
* Inventaram crimes inexistentes, inexistentes até inquéritos ao respeito e contavam tudo à FNAI no TO.
* Meso as crianças, bem alimentadas, de boa saúde, bem vestidas, freqüentando escola diariamente alegavam igualmente que não tinham condições de viver aqui.
* Dia 25/2/2011 às 12:00 conseguiram e as crianças foram deportadas.
*O exame médico obrigatório na minha presença (com quem tinham convivido), antes de viajarem, foi negado.
* Até a mão então foi vítima de represálias, pois negavam devolver as crianças a ela, depois, que voltaram ao TO. A própria Sra. Presidenta da República tinha que intervir, para que finalmente a mãe recebeu elas de volta!
* Eu fiz vários B.O.s: REDS 2011-000271983-001 = Invasão de Domicílio;
                                   REDS 2010-001329066-001 = Difamação Caluniosa;
                                   REDS 2011-000312028-001 = Abuso (arbitrário) de Poder;
                                   REDS 2011-000577449-001 = Seqüestro de Crianças.
Em nenhum desses casos as autoridades apuraram responsabilidades até hoje.

Resumo:
*A mais bela cooperação de racistas de MG com os do TO!
*Índio em MG não tem direito, especialmente de conviver com Homem Branco e de ir à escola dele: uma perfeita “Apartheid”!
*Opinhão deles: “Branco, que respeita Índio deve ser um pervertido.”

Bela república, que temos!

Se Vocês duvidarem das minhas palavras, façam contato com a mão das crianças:
Sra. Fabiana Cropykwyj Krahô,
Aldeia água Branca,
Município Itacajá –TO

Atenciosamente:
Dr. Toivo Willmann

(Rua Pernambuco, 105 - Fátima
35560-000 Santo Antônio do Monte - MG
fone: 037-35560-000 
e-mail: ogalofofo@hotmail.com)

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