Racismo Anti-Indio em Minas Geais
No ano 2001 a FUNAI autorizou-me visitar comunidades
indígenas no TO, para realizar um livro fotográfico, titulado “O Índio É Uma
Pessoa como Você e Eu”, que destacaria as coisas comuns entre tradições
indígenas e o “Mundo Branco”. Infelizmente nunca foi editado.
Durante minhas visitas uma família Krahô convidou-me a
conhecer sua aldeia. Tinham a intenção de casar-me com sua filha adulta. Como
meu próprio casamento estava nas últimas e a moça era inteligente e
alfabetizada, senti paixão por ela e topei. Larguei minha mulher por ela. Porem
com ela não deu certo. Tudo gerou um escândalo.
Depois: no ano 2003 outra índia Krahô, mãe de 4 filhos,
agarrou-me com tanta força de coração, que casei com ela no início de 2004. Ela
chama-se Fabiana Cropykwyj.
Mudou-se com os seus filhos do TO para MG, para morar
comigo. 3 dos seus filhos foram escolarizados aqui, a 4ª., quando alcançou a
idade também.
Na cidade os cinco viviam em harmonia com o povo. O filho
mais velho, Idiarrury Cãn, virou craque de futebol num time local. Em casa
vivíamos as tradições krahô: dormíamos e comíamos no chão, andávamos com pouca
ou nenhuma roupa. Uma vez por ano por um mês visitávamos a aldeia de origem no
TO.
Eu ganhava bem e era capaz de sustentar eles, mais um bebê,
que nasceu (filha minha) e pagar uma pensão alimentícia generosa à minha
ex-mulher e os dois filhos que tenho com ela.
Porem meu novo casamento gerava muita polêmica:
* nas aldeias índias ciumentas, que arrependeram-se por não
terem-me procurado antes da Fabiana, para casar comigo;
* na FUNAI por racismo, que um Homem Branco como eu, de
ensino superior não pode comportar-se como um silvícola e por inveja, porque
fiz pequenas doações, quando a FUNAI falhava, por ser lenta e burocrática
demais;
* em MG neste município (Santo Antônio do Monte): o que
querem estes selvagens na nossa cidade, com esse alemão, que virou um “Tarzan”:
sempre em público descalço e sem camisa?
A FUNAI fazia tudo, para efetuar minha deportação do Brasil,
porem sem sucesso.
Em MG tentavam, mas com certo sucesso, arruinar meu
empregador, um fabricante de fogos de artifício, cujo engenheiro eu era. A
empresa foi de mal em pior e em 2007 tinha que demitir-me.
Desde então, por motivos óbvios, ninguém mais ofereceu-me
emprego com salário digno.
Fabiana e os filhos tinham que voltar para o TO e eu
trabalhava aqui, tentando a reconquistar uma economia, para reunir-nos
novamente. No início Fabiana, acompanhada por um o dois filhos mais o bebê,
visitava-me por meses. Finalmente, deixou 2 dos seus filhos: Floriana Hukó, de
10 anos e Indiarrury Cãn, de 17 anos, para freqüentarem aqui em S.A.Monte – MG
escola, cuja qualidade de ensino é superior à na aldeia no TO.
Foi o momento, pelo qual nossos adversários esperavam; a
mamãe longe!
Vizinhos, a Promotora da Justiça e o Conselho Tutelar
faziam tudo para fazer-nos impossível conviver:
* Tentavam tirar-nos da nossa casa de aluguel.
* Deu repetitivamente invasão arbitrária de domicílio por
parte das autoridades.
* Inventaram crimes inexistentes, inexistentes até
inquéritos ao respeito e contavam tudo à FNAI no TO.
* Meso as crianças, bem alimentadas, de boa saúde, bem
vestidas, freqüentando escola diariamente alegavam igualmente que não tinham
condições de viver aqui.
* Dia 25/2/2011 às 12:00 conseguiram e as crianças foram
deportadas.
*O exame médico obrigatório na minha presença (com quem
tinham convivido), antes de viajarem, foi negado.
* Até a mão então foi vítima de represálias, pois negavam
devolver as crianças a ela, depois, que voltaram ao TO. A própria Sra. Presidenta da República tinha que intervir, para que
finalmente a mãe recebeu elas de volta!
* Eu fiz vários B.O.s: REDS 2011-000271983-001 = Invasão de
Domicílio;
REDS
2010-001329066-001 = Difamação Caluniosa;
REDS
2011-000312028-001 = Abuso (arbitrário) de Poder;
REDS
2011-000577449-001 = Seqüestro de Crianças.
Em nenhum desses
casos as autoridades apuraram responsabilidades até hoje.
Resumo:
*A mais bela cooperação de racistas de MG com os do TO!
*Índio em MG não tem direito, especialmente de conviver com
Homem Branco e de ir à escola dele: uma perfeita “Apartheid”!
*Opinhão deles: “Branco, que respeita Índio deve ser um
pervertido.”
Bela república, que
temos!
Se Vocês duvidarem das minhas palavras, façam contato com a
mão das crianças:
Sra. Fabiana Cropykwyj Krahô,
Aldeia água Branca,
Município Itacajá –TO
Atenciosamente:
Dr. Toivo Willmann
(Rua Pernambuco, 105 - Fátima
35560-000 Santo Antônio do Monte - MG
fone: 037-35560-000
e-mail: ogalofofo@hotmail.com)